domingo, 23 de março de 2008

THE VENTURES




















The Ventures é uma banda de surf music instrumental estadunidense formada em 1958, por Don Wilson e Bob Bogle, dois funcionários da maçonaria de Tacoma, no estado de Washington. Sempre foram uma das maiores referências para o gênero Surf music, embora eles não sejam, como popularmente se acredita, uma banda de surf rock. É conhecida pelos seus clássicos como "Wipe Out", "Walk Don't Run" e músicas-tema de Batman (1966), 007 e do seriado policial Hawaii 5-0.
A banda começou de maneira independente, tocando em pequenos bares. Em 1959, entraram para a banda Nokie Edwards e Skeep Moore. Na época, comporam e gravaram "Walk Don't Run", um de seus maiores sucessos, mas nenhuma gravadora se interessou pelo som. A solução encontrada foi fundar uma pequena gravadora, a "Blue Horizon Records", patrocinados pela mãe de Don Wilson. Trabalhando como seus próprios produtores, gravaram a música em formato single em vinil de 45 rpm e começaram a se auto-promoverem.
Ainda em 1959, um DJ de Seattle usou "Walk Don't Run" como vinheta de abertura de um programa de rádio. Foi então que o empresário Bob Reisdorf, dono da Dolton Records, escutou, quis conhecer e acabou contratando os Ventures. Em 1960, a música ocupou durante uma semana o segundo lugar na Billboard Top 100. Em 1968, outra música dos Ventures ficou famosa: "Hawaii 5-0". Ela foi usada como trilha de abertura de um seriado policial com o mesmo nome.
Nos anos 70, The Ventures cairam no esquecimento por serem considerados fora de moda e antiquados. Porém, na virada dos anos 70 para os anos 80, a banda foi redescoberta pelo público punk e new wave interessado na surf music. A banda Go-Go's até gravou uma música - "Surfin and Spying" - em sua homenagem. Nos anos 90, The Ventures ganharam outra grande publicidade, quando Quentin Tarantino incluiu a música "Surf Rider" na trilha sonora do filme "Pulp Fiction".
A banda sempre fez muito sucesso fora dos Estados Unidos, principalmente no Japão. Dezenas de discos foram produzidos especialmente para o mercado japonês e, desde 1968 até hoje, The Ventures sempre fizeram turnês para o país oriental, onde têm um públio fiel.
Em março de 2008, The Ventures entraram para The Rock and Roll Hall of Fame.

sexta-feira, 21 de março de 2008

ROLLING STONES
























Foi responsabilidade dos Rolling Stones a introdução da rebeldia como parte definitiva e importante da imagem das bandas de rock. Desde o início foram a antítese do rock bem comportado dos contemporâneos Beatles, deixando o amor juvenil em segundo plano e pregando abertamente o sexo como diversão ao invés de apenas sugerir isso a exemplo de astros americanos como Chuck Berry e Jerry Lee Lewis.
O núcleo da banda se formou quando Mick Jagger e Keith Richards, amigos de infância, se reencontraram em um trem na estação de Dartford, Inglaterra e descobriram um interesse em comum por blues e rock and roll. Foram convidados pelo guitarrista Brian Jones a montar a definitiva banda de rhythm & blues branca, que se chamaria The Rolling Stones, inspirado no nome de uma canção de Muddy Waters, Rolling Stone. Isto ocorreu em 1962.
O pianista Ian Stewart, amigo de Brian, seria o co-fundador da banda mas, porque sua imagem pessoal não tinha o devido "sex-appeal", ele seria rebaixado a gerente de palco (road manager), com direito a gravar com a banda mas não de posar como membro. Bill Wyman, que embora já vivesse da noite há muito mais tempo que os demais, seria acrescentado à banda por um motivo fútil: possuía mais de um amplificador. Em janeiro de 1963, Charlie Watts assumiria definitivamente a bateria. A boa repercussão nas apresentações ao vivo somadas à habilidade promocional de seu empresário, levou a banda a um contrato com a Decca Records (então a piada do ano por ter recusado um contrato com os Beatles). Seu empresário promove a banda com uma imagem de rebeldes e cria a pergunta "Você deixaria sua filha se casar com um Rolling Stone?"
Os primeiros singles, um cover de uma canção de Chuck Berry e Muddy Waters de cada lado, Come On/I Want To Be Loved, e uma gravação para uma composição da dupla Lennon e McCartney, I Wanna Be Your Man, foram bem aceitos. O primeiro álbum, chamado simplesmente The Rolling Stones, saiu em abril de 1964, contendo apenas uma composição de Jagger e Richards. Apenas com Tell Me (You're Coming Back), lançado em junho de 1964, é que uma composição da dupla seria lançada como lado A de um compacto. A partir daí, pouco a pouco o material próprio começou a ser valorizado, tendo em Out Of Our Heads, de 1965, o primeiro de uma série de discos basicamente de composições da dupla Jagger-Richards.
Com o álbum Aftermath, de 1966, a banda começaria uma fase de músicas mais longas e de arranjos mais elaborados. O flerte com o rock psicodélico e experimental teria seu ápice em Their Satanic Majesties Request, de 1967. Com Beggars Banquet haveria a volta ao estilo mais próximo ao rhythm & blues que os fizeram famosos. São desta época dois dos maiores hits da banda, Jumpin' Jack Flash, que só saiu como compacto e a controversa Sympathy For The Devil, música responsável pela maior parte das acusações de satanismo que a banda iria sofrer desde então.
Em 1969 Brian Jones oficialmente abandona os Stones, sendo substituído por Mick Taylor (que havia tocado com o John Mayall's Bluesbreakers). Poucos meses depois de sua saída, Brian Jones seria encontrado morto afogado na piscina de sua casa em Sussex, em circunstâncias até hoje pouco esclarecidas. No mesmo ano os Stones lançam Let It Bleed (título geralmente visto como sátira a Let It Be, dos Beatles, disco que de fato só seria lançado seis meses depois). Em 1970 sai Get Your Ya-Ya's Out, o primeiro disco ao vivo, com estéreo autêntico e alta fidelidade, gravado de sua apresentação no Madison Square Garden, em New York City.
Em 1971 a banda passa para a Atlantic Records, que lhes permite estrear o selo próprio, Rolling Stones Records, e o famoso logotipo, conhecido como o desenho da boca. A boca, inspirada nos lábios grossos de Jagger, foi desenhada por Andy Warhol que também concebeu a capa do álbum Sticky Fingers, do mesmo ano, e em 1975 a capa do Love You Live. Em 1974 os Rolling Stones gravam o clássico It's Only Rock'n'Roll no estúdio do guitarrista Ronnie Wood (que tocava com a banda inglesa The Faces). Com a saída repentina de Mick Taylor para seguir carreira solo, Wood assume a segunda guitarra, embora só seria oficialmente um membro efetivo dos Stones a partir do disco Some Girls, de 1976.
Depois de Love You Live (1975), um disco ao vivo, e Black & Blue (1976), um disco mais intimista com forte participações dos convidados Billy Preston e Ron Wood, os Stones lançam Some Girls, que é bem mais pesado do que os últimos trabalhos. Este disco é fortemente influenciado pelo movimento punk surgido na Inglaterra no ano anterior, com temas rápidos e agressivos como Respectable e When The Whip Comes Down, embora o disco seja mais lembrado pelo seu hit à la discoteque Miss You. Em 1980 lançam um disco mais linear, Emotional Rescue com vários temas bons mas nenhum grande destaque. Em 1981 a banda larga Atlantic Records e assina com a EMI. O álbum de estreia é Tatoo You, talvez o seu único grande triunfo para esta gravadora. Com a excursão americana no mesmo ano, os Rolling Stones inauguram a moda de shows gigantescos de duração de três horas e palcos móveis e desmontáveis.
Ian Stewart, pianista, road manager e um dos fundadores da banda, morreu em 1985 em virtude de um ataque cardíaco. O relacionamento entre os membros restantes da banda não era dos melhores, com desentendimentos freqüentes entre Jagger e Richards. Mick Jagger envereda em uma carreira solo gravando músicas dentro do estilo Rolling Stones e causa um desentendimento sério entre ele e seu sócio Keith Richards. Especulações sobre o fim da banda duram por seis anos, embora o clima ruim não impedisse que continuassem sendo lançados álbuns de repercussão cada vez maior. Jaggers, Richards, Wood, Wyman e Watts lançaram vários álbuns solo durante a década de 80 e 90.
Os Stones adentraram a década de 90 com uma nova gravadora, a CBS, em meio a rumores de que Mick Jagger e Keith Richards não podiam nem mesmo dividir uma mesma sala sem se engalfinharem. Os constantes boatos sobre a dissolução da banda ajudaram a catapultar o interesse e a expectativa da turnê e as vendas do álbum Steel Wheels (1989), tornando-as as maiores de todos os tempos. Os problemas pessoais foram colocados de lado e a banda se apresentou como nos velhos tempos, auxiliada pela habitual parafernália de palco.
Em 1994, após um longo período de inatividade, foi lançado com grande estardalhaço o álbum Voodoo Lounge, seguido pela turnê de mesmo nome (que passou pelo Brasil). Aproveitando a repercussão, todas as gravações da banda foram relançadas em cd. O álbum de 1995, Stripped, foi mais intimista, com versões acústicas de vários de seus maiores sucessos e uma regravação gloriosa para Like a Rolling Stone, de Bob Dylan.
No ano seguinte lançam The Rock And Roll Circus, trilha sonora de um filme arquivado desde 1968. O CD inclui uma apresentação de diversos artistas, como Jethro Tull, The Who, Marianne Faithful, então esposa de Jagger e The Dirty Mac que nada mais é que uma pré-versão da Plastic Ono Band. Essa formação incluiu, além de John e Yoko, Eric Clapton, Keith Richards (no baixo) e Mitch Mitchell. Ainda em 1996 sai Bridges of Babylon, com uma capa luxuosa e uma excursão mundial igualmente cara, completa, com dois palcos, um maior e outro menor instalado no meio do público. Inclui também uma ponte para a banda atravessar de um palco para o outro. Esse show passou por aqui, confirmando o Brasil com status de rota obrigatória.

OZZY OSBOURNE






















John Michael Osbourne nasceu em 3 de dezembro de 1948, na cidade de Birminghan, Inglaterra. Aos 20 anos montou sua primeira banda, o Polka Tulk, que mais tarde ganhou o nome de Earth. No repertório, blues e rock com influências das bandas Cream, Blue Cheer e Vanilla Fudge.
Em 1969, após descobrir a existência de uma banda homônima, Anthony "Tony" Tommi (guitarra), William "Bill" Ward (bateria), John "Ozzy" Osbourne (vocais) e Terence "Geezer" Butler (baixo) decidem adotar outro nome. A idéia surgiu a partir do título de uma história do escritor Dennis Wheatley (que também inspirou a composição de Butler), nascendo então o Black Sabbath.
Após nove anos junto ao Black Sabbath, o oitavo álbum da banda, “Never Say Die!” (1978), veio para marcar a saída de Ozzy. Decidido a seguir carreira solo, ele forma o Blizzard of Ozz juntamente o guitarrista Randy Rhoads, o baixista Bob Daisley e o baterista Lee Kerslake. Sendo que o primeiro álbum, de mesmo nome, foi lançado na Inglaterra em 1980 e nos EUA, no ano seguinte.
O vocal personalíssimo de Ozzy somado ao talento inovador de Randy Rhoads renderam a sétima posição na parada Inglesa e a vigésima primeira na norte-americana para os hits “Crazy Train” e “Mr. Crowley”. Impulsionados pelo sucesso nas vendas de seu debute, entre Fevereiro e Março de 1981 Ozzy e banda voltaram a estúdio para a gravação de seu segundo álbum, mas como a turnê do trabalho anterior estava pendente, o já intitulado “Diary of a Madman” acabou feito às pressas. O ensaio do solo de Rhoads na música “Little Dolls”, por exemplo, virou versão oficial, além do que nenhum dos integrantes da banda chegou a participar da mixagem final do álbum.
Para a turnê norte-americana que acabou acontecendo somente um mês e um dia após a gravação do “Blizzard of Ozz”, Tommy Aldrige (bateria) e Rudy Sarzo (baixo) substituíram Daisley e Lee Kerslake. Devido a grande vendagem do álbum - que alcançou 500.000 cópias em menos de 100 dias, Ozzy e Sharon decidiram estender a turnê, porém, muitos shows tiveram que ser cancelados, já que pouquíssimos ingressos foram vendidos e o dinheiro arrecadado não foi suficiente nem para pagar a banda.
Com o lançamento do segundo álbum, deu-se início a turnê pela Europa, só que três apresentações depois, Ozzy teve um colapso nervoso e todos retornaram aos EUA para que ele pudesse descansar. Recuperado e com uma super produção de 25 técnicos da Broadway e Las Vegas, recursos de última geração para o palco e 6.000 cópias do primeiro álbum sendo vendidos a cada semana, Ozzy voltou à ativa.
Vale destacar que foi nessa época um dos acontecimentos que mais marcou a carreira do artista. Tudo aconteceu quando um fã, durante o show, atirou um morcego ao palco e Ozzy, acreditando se tratar de um artefato de plástico, mordeu a cabeça do animal e acabou tendo que tomar várias injeções anti-rábicas. O medicamento causou-lhe choques anafiláticos, entre outros problemas de saúde. Além disso, a grande repercussão por parte da imprensa sensacionalista levou entidades de proteção aos animais a protestarem contra os shows, inclusive, alguns tiveram que ser cancelados. Mesmo com tantos incidentes, a turnê continuou e com muito sucesso.
Em meio à ascensão pungente da banda, um fato trágico estava por vir. No dia 19 de março de 1982, durante uma parada na viagem que levaria Ozzy a Orlando (Flórida) para um show, parte da banda decidiu descansar a bordo do ônibus e o motorista, que também tinha licença para pilotar, convidou Jake Duncan e Don Airey para fazer um passeio aéreo e ao aterrissar, estendeu o convite a Randy Rhoads e Rachel Youngblood (maquiadora). Acredita-se que o piloto, ressentido pelo conturbado divórcio, tenha visto sua ex-esposa entrando no ônibus e decidiu lançar o avião contra o veículo. O ônibus onde estavam Ozzy, sua esposa e outros membros da banda não ficou muito danificado e ninguém ficou ferido, mas o avião explodiu, matando todos os passageiros.
Ozzy entrou em profunda depressão com a perda de Randy Rhoads (seu melhor amigo) e decidiu adiar seus planos para o lançamento de um álbum ao vivo com o material gravado durante os shows, optando por uma coletânea de clássicos do Black Sabbath com o guitarrista Brad Gillis (Night Ranger), que ganhou o nome de “Speak of the Devil” nos EUA e “Talk to the Devil”, na Inglaterra.
Livre dos compromissos com a Jet Records, Ozzy assinou contrato com a Epic Records e Sharon decidiu que seria interessante um pouco de publicidade. A idéia inicial era que Ozzy soltasse duas pombas durante um encontro com os executivos da gravadora só que, a despeito dos acontecimentos com o morcego, Ozzy libertou uma das pombas e arrancou a cabeça da outra a dentadas.
No final de 1983, com Jake E. Lee à frente das guitarras, Ozzy grava o “Bark at the Moon”, que apesar das críticas positivas, embarcou nos modismos da época com constantes aparições na MTV e uma turnê com o Mötley Crüe, deixando para trás o classicismo das composições de Randy Rhoads.
Muito longe dos palcos, em outubro de 1984, John M. de 19 anos comete suicídio e, de acordo com a polícia, a música “Suicide Solution” ainda tocava em seus fones de ouvido quando o corpo fora encontrado. Dois anos depois, três processos de incitação ao suicídio vieram à tona e, em janeiro de 1986, através de seu advogado Thomas Anderson, a família de John acusou Ozzy de no documentário “Don’t Blame Me”, utilizar uma técnica conhecida como “Hemisync”, que consiste em sincronizar as ondas de ambos os hemisférios cerebrais para se atingir estados alterados de consciência, tornando o ouvinte aberto às sugestões e capaz de vívidas alucinações. O processo durou praticamente um ano e foi arquivado pela Suprema Corte da Califórnia. Curiosamente, a música “Suicide Solution”, escrita após a morte de Bon Scott (vocalista do AC/DC) por hipotermia, após dormir bêbado em seu carro durante uma noite de inverno, adverte sobre os perigos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Nesse mesmo ano, Ozzy lança o álbum “The Ultimate Sin” com a substituição de Tommy Aldridge por Randy Castillo e Bob Daisley por Philip Soussan. Apesar do sucesso da música “Shot in the Dark”, o álbum é considerado medíocre pela maioria da crítica e pelo próprio vocalista. Já em 1987, motivada pelas centenas de cartas de fãs interessados em material inédito do guitarrista, a mãe de Randy Rhoads entra em contato com Ozzy que decide reunir seus arquivos e enviá-los a Max Norman – produtor de seus três primeiros álbuns. O resultado foi o lançamento do tributo a Randy Rhoads (“Tribute”).
Apesar do sucesso, eram freqüentes as discussões entre Lee e Ozzy devido ao péssimo comportamento do vocalista (cada vez mais envolvido com bebidas e drogas). Fatos que levaram a substituição do guitarrista por Zakk Wylde, pouco antes da gravação do “No Rest for the Wicked”. O álbum, por sua vez, obteve críticas excelentes e além do sucesso de “Crazy Babies” e “Breaking All the Rules”, destacou-se a música “Miracle Man”, onde Ozzy critica a hipocrisia de Jimmy Swaggart - pastor evangélico que fazia pregações contra ele em seu programa de TV, e que alguns anos depois foi descoberto freqüentando um motel com prostitutas.
No final da década de 80, foi cogitada uma reunião histórica entre Ozzy e Black Sabbath, após uma apresentação em Donington, Inglaterra (apresentação que valeu a saída do vocalista Dio), mas problemas entre Sharon e os empresários do Sabbath impediram uma reunião definitiva.
Em março de 1990, Geezer se juntou a Ozzy para o lançamento do álbum “Just Say Ozzy” que combinava canções do “No Rest for the Wicked” e sucessos do Black Sabbath. O ano seguinte foi de grandes mudanças na vida pessoal do artista, já que Ozzy começou uma árdua batalha contra o alcoolismo. Reflexos dessa iniciativa ficaram nítidos em seu álbum subseqüente, “No More Tears”, repleto de baladas (“Mama, I'm comming home” e “Time After Time”), letras auto-biográficas (“Road to Nowhere”) e discussões sobre assuntos relevantes como, por exemplo, o abuso sexual de crianças (Mr. Tinkertrain).
Os frutos dessa iniciativa se confirmaram através do Grammy de melhor música para “I Don't Want to Change the World”. Além de surpreender todos com essa nova postura, Ozzy intitulou sua turnê de “No More Tours” (“Sem mais turnês”), o que levou seus fãs a crerem que aquele seria seu último álbum. Em várias entrevistas, ele afirmava que estava cansado das viagens e gostaria de ficar mais com a família. Na época, acompanhado pelo guitarrista Zakk Wylde, o baterista Randy Castillo e o baixista Mike Inez, o "madman" chegou a cancelar shows devido à síndrome de abstinência da bebida. Isso não impediu que algumas apresentações fossem compiladas e transformadas em um álbum duplo (e seu respectivo vídeo), o “Live and Loud”.
Em Novembro de 1992, na Califórnia, durante o show que seria um dos últimos da turnê (e da carreira de Ozzy), todos os membros originais do Black Sabbath surpreenderam o público ao entrar no palco e apresentar quatro clássicos: “Black Sabbath”, “Fairies Wear Boots”, “Iron Man” e logicamente, “Paranoid”. Ao final do espetáculo, um painel de fogos de artifícios explodia na seguinte frase: "I'll be back" (Eu voltarei). Um vídeo foi gravado somente com as músicas resultantes da inusitada apresentação dos membros do Sabbath, e a turnê rendeu além de milhares de dólares, presenças ilustres como: Nicholas Cage, Rod Stewart e Vince Neil e, em 1993, Ozzy estava oficialmente aposentado.
A aposentadoria não durou muito e, mesmo levando alguns fãs a crer que tudo não havia passado de uma jogada de marketing, Ozzy decidiu reunir novamente sua banda. Em 1995 era lançado o “Ozzmosis”, produzido por Micheal Beinhorn. A princípio, Zakk Wylde (ocupado com sua banda Pride and Glory) dividiria seu posto com Steve Vai, só que devido a problemas com a gravadora, apenas a música “My Little Man” tem a participação de Vai. A turnê, por sua vez, levou o sugestivo nome de “Retirement Sucks” - alusão, ou melhor, explicação ao retorno de Ozzy. Zakk foi convidado a participar da turnê, mas por estar negociando com o Guns and Roses acabou sendo substituído por Joe Homes (ex-David Lee Roth). Geezer Buttler também não durou muito (devido a problemas familiares) e deu lugar a Mike Inez.
Além da turnê, no final de 1996, Ozzy e Sharon promoveram a primeira edição do OzzFest, onde se apresentaram (entre outros): Sepultura, Slayer, Powerman 5000, Biohazard, Fear Factory e Cellophane. No ano seguinte (1997), o OzzFest ganhou uma segunda edição com dois palcos, onde se apresentaram bandas das mais diversas vertentes do metal. No palco principal: Powerman 5000, Fear Factory, Type O Negative, Pantera, Ozzy Osbourne (Mike Bordin, Robert Trujillo e Joe Holmes), Black Sabbath (Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler) e Marilyn Manson (que foi retirado de algumas apresentações devido à pressão das autoridades). No segundo palco, bandas mais undergrounds como: Drain S.T.H., Machine Head, Coal Chamber e Neurosis.
De volta ao estúdio, Ozzy gravou uma coletânea com seus grandes sucessos (“The Ozzman Cometh: Greatest Hits”, 1997), além de três músicas inéditas, sendo uma delas “Back on Earth” em parceria com Steve Vai. Não satisfeito, ele decidiu reunir os membros originais do Black Sabbath e gravar um álbum ao vivo, o “Reunion” (lançado em 1998) e ainda fazer um dueto com o rapper Busta Rhymes re-editando o clássico "Iron Man", que ganhou o nome de “This Means War!!” e faz parte da coletânea “Extinction Level Event (The Final World Front)”. O OzzFest continuou e, na edição de 1998, participaram Ozzy, Tool, Soulfly, Coal Chamber, Limp Bizkit, Sevendust, Motorhead, Incubus, Life Of Agony, Snot, Ultraspank, entre outras bandas - pois o festival ganhou uma versão européia. Em 1999, o Black Sabbath - que continuava em turnê -, ainda era a principal atração do OzzFest, mas rumores afirmavam que aqueles seriam os últimos shows da banda. Paralelamente, Ozzy lançou bonecos e apetrechos temáticos, seguindo os passos de bandas como Kiss.
As 29 apresentações (em cidades diferentes) do OzzFest 2000 foram um sucesso. Ozzy era a atração principal, seguido por ícones como Pantera, Godsmack, Methods of Mayhem e P.O.D. Em 2001, surgiu a notícia que o Black Sabbath estava prestes a gravar um novo álbum em estúdio, sucessor do “Never Say Die” de 1978, com produção de Rick Rubin. Infelizmente, a gravadora Epic cancelou os projetos de Ozzy até que ele terminasse seu novo trabalho solo. Para evitar problemas, os fãs foram "calados" pela coletânea dupla “Ozzfest: Second Stage Live” que incluía a maioria das bandas que participaram do festival em 2000, além de raridades do primeiro OzzFest, em 1996.
No final de 2001, “Down To Earth” foi lançado e pela décima quarta vez Ozzy recebeu o "disco de ouro" da R.I.A.A por atingir 500.000 cópias vendidas. Em 2002, a MTV Americana começou a apresentar "The Osbournes" - uma espécie de "reality show" gravado na casa de Ozzy, onde câmeras registraram seis meses de convivência familiar do roqueiro, sua esposa e filhos. Em 12 de abril, Ozzy recebeu uma estrela na calçada da fama em Hollywood, além de ser convidado para um jantar na Casa Branca, com o objetivo de promover seu trabalho de proteção aos animais.

BADFINGER




















O Badfinger é uma daquelas bandas que merecem muito mais reconhecimento do que realmente tem. Contratada pela Apple Corporation - empresa que os Beatles fundaram para lançar seus trabalhos e de outros artistas – em 1968 quando ainda se chamava The Iveys, a banda lançou seu primeiro single – "Maybe Tomorrow" – que não vendeu o esperado. Em 1969, ainda como The Iveys, eles estouraram com a canção "Come and get it", escrita por Paul McCartney. Em 1970, eles adotaram o nome Badfinger e estabilizaram a formação conhecida como a clássica na história da banda: Pete Ham na guitarra e voz, Mike Gibbins na bateria, Tom Evans no baixo e voz, e Joey Molland, o mais novo integrante, na guitarra e voz.

ALICE IN CHAINS
























O Alice in Chains se sobressaiu como uma das principais bandas na prolífica primeira metade da década de 90 em Seattle. A banda foi formada em 1987, quando Layne Staley (vocalista) conheceu Jerry Cantrell (guitarrista) no Music Bank, em Seattle. Antes disso, Staley já tocava com alguns amigos em uma banda chamada Alice N’ Chains, mas a partir de seu encontro com Cantrell a banda passa a se chamar Alice In Chains e o negócio começa a ficar mais sério. Jerry traz para a banda o baixista Mike Starr e o baterista Sean Kinney, e a banda começa a tocar nos clubes e bares de Seattle.
Em 1989, a banda assina com a Columbia Records. Em junho do ano seguinte, lançam o EP "We Die Young" (que hoje é muito difícil de achar). O som da banda logo se caracteriza como um "hard-metal" de primeira, com pitadas de Black Sabbath e Metallica. Layne mostra-se um letrista melancólico e sentimental. Ainda em 1990, no verão, a banda lança o álbum "Facelift" e começa a fazer turnês ao lado de nomes como Megadeth, Iggy Pop e Van Halen. O disco começa a fazer sucesso (ganharia disco de ouro mas tarde) e a banda começa a ganhar prestígio. Em maio de 1991, a banda participa do Clash of Titans, com Slayer, Megadeth e Anthrax.
Em novembro de 1991, o AiC grava mais um EP, chamado de "SAP", que é quase todo acústico e possui as participações de Chris Cornell (Soundgarden) e Mark Arm (Mudhoney). Reza a lenda que o título do disco veio de um sonho do baterista Sean Kinney. Nesse período, o grunge começava a virar sensação, com bandas como Soundgarden, Nirvana e Pearl Jam estourando nas rádios do mundo inteiro.
Em abril de 1992, a banda começa a gravar seu novo disco, com Dave Jerden na produção, e em setembro desse ano "Dirt" é lançado. A banda excursiona com Ozzy Osbourne por 3 meses e toca no Hollywood Rock, no Rio de Janeiro, em janeiro de 1993. Depois dessa passagem pelo Brasil, Mike Starr resolve deixar a banda pois não agüenta mais fazer turnês, sendo substituído por Mike Inez, que era baixista de Ozzy. Ainda em 1993, a banda toca com o Screaming Trees na Europa e participa do Lollapalooza, que tinha o Primus com atração principal. No disco "Dirt", as letras de Staley estão bastante depressivas, com temas como morte e drogas. Esse disco ganha três discos de platina.
Em setembro de 1993, a banda grava mais um mini-disco, chamado "Jar of Flies", produzido por Toby Wright e lançado no começo de 1994. É o primeiro EP da história a chegar no topo da parada da revista Billboard.
Depois de algum tempo fora de cena, Staley aparece em um projeto paralelo com Mike McCready (Pearl Jam), Barret Martin (Screaming Trees) e Baker Saunders (Lamont Cranston). Sob o nome de Mad Season, eles gravam um disco chamado "Above", lançado em março de 1995.
Em abril de 1995, o Alice In Chains entra no estúdio Bad Animals, em Seattle, para a gravação de um novo disco, novamente com a produção de Toby Wright. O resultado é lançado em novembro de 1995, e o álbum possui como título simplesmente o nome da banda (apesar de alguns chamarem de "Tripod"). No Japão, a capa do disco é censurada, pois possui um cachorro com apenas três pernas. Eles decidem não fazer turnê para divulgar o disco o que faz aparecerem boatos de que a banda estaria se separando.
Mas em maio de 1996 o Alice In Chains se reúne novamente para a gravação de um show acústico especial para a MTV (que seria lançado em vídeo e álbum no verão desse mesmo ano, novamente com a produção de Toby Wright), e logo depois voltam aos palcos para serem a banda de abertura do início da turnê da volta do Kiss, a Kiss Alive 96/97 World Tour.
Após isso os membros do Alice In Chains ficam envolvidos em outros projetos, principalmente Jerry Cantrell. Algumas de suas atividades foram: "Boggy Depot" (álbum solo com participações de Norword Fisher do Fishbone, Rex Brown do Pantera, Les Craypool do Primus, e Mike Inez e Sean Kinney do próprio Alice In Chains); Participação em um álbum de Glenn Danzig (ex-Misfits); Abriu shows para o Metallica; Contribui nas trilhas sonoras dos filmes The Cable Guy (com Jim Carrey) e The Faculty (sendo que para este último, ele gravou uma nova versão para "Another Brick In the Wall part II", do Pink Floyd, ao lado de Tom Morello do Rage Against the Machine, Steve Perkins que é ex-Jane’s Addiction e Porno for Pyros, Martyn Lenoble que também é ex-Porno for Pyros e seu parceiro de Alice In Chains Layne Staley).
Em 29 de junho de 1999 é lançada uma coletânea da banda, chamada "Nothing Safe: The Best of the Box", com os principais sucessos da carreira do Alice In Chains, e mais uma música inédita. Esse lançamento serviu de aperitivo para o que viria a seguir: o box set Music Bank, lançado ainda em 1999, contendo raridades, gravações ao vivo e demos que a banda guardou ao longo de seus mais de 10 anos de carreira.
2000 foi mais um ano com poucas novidades na carreira do Alice in Chains. No fim do ano, foi lançada uma nova coletânea, desta vez composta por gravações ao vivo de três das turnês da banda, chamada simplesmente Live. O show mais recente a aparecer no disco é de 1996, quando o AIC abriu shows da turnê do Kiss.
No ano seguinte, mais uma coletânea, desta vez chamada de Best Of Alice In Chains. Essa nova coletânea é uma espécie de re-edição de Nothing Safe, lançada dois anos antes, e não traz nada de novo. O futuro segue incerto e a banda permanece com o status de "inativa", apesar de oficialmente ainda existir. Os problemas de Layne Staley com as drogas continuam, e muitos temem o pior.
O começo da primeira década após o grunge passa e muitos boatos sobre Layne são divulgados nesse período em que a banda permanece inativa, mas acabam sempre desmentidos para o alívio dos fãs que ainda têm esperanças de ver o Alice in Chains tocando. Em abril de 2002, no dia 20, novas notícias mundo afora dão conta da morte de Layne Staley. Mas infelizmente, dessa vez não era mentira. Layne foi encontrado morto em sua casa, possivelmente vítima de uma overdose.

KANSAS




O Kansas é chamado carinhosamente como a banda dos caipiras, afinal todos eles são interioranos, não é? E todos adoram rock, tanto que formaram esta banda que é um dos grandes nomes do Folk-Hard-Progressive Rock. Este termo não existe, mas devido às mudanças que o Kansas teve em sua carreira, é desta maneira que podemos classificá-los.
Formado inicialmente por Steve Walsh (Teclados e vocal) Robby Steinhardt (Violino), Kerry Livgren (Guitarras), Billy Greer (Baixo) e Phil Ehart (bateria) eles gravaram grandes álbuns nos anos 70. O primeiro chama- se Kansas apenas e foi o trampolim para o êxito dos que viriam depois: "Song for América", "Masque", "Point of Know return"e "Letoverture", esses dois últimos ganharam vários prêmios. A banda se destacou ao emplacar clássicos do rock progressivo como"Carry on my Wayward Son", "Song of America" e "The Wall"... desta época também surgiu o maior sucesso do Kansas, a balada "Dust in the Wind".
Como o sucesso traz junto a discórdia, os integrantes começaram a de desentender no que resultou na saída de Robby Steinhardt e Kerry Livgren.
Os anos 80 entraram e a banda manteve o pique, os álbuns "Audio Visions"e "Vinyl Confessions" demonstram isto, com a participação do produtor Joey Elefantre como integrante oficial, a banda emplacou os hits "Play the game tonight" e "Fight fire with fire" ("Drastic Measures" álbum).Apesar de não seguirem mais a linha progressiva dos albuns anteriores a banda manteve sua popularidade intacta.
Um novo período de mudanças surge na banda, segue-se uma coletânea e em 86 eles lançam novo trabalho na praça, trata-se de "Power". Um álbum totalmente voltado para o Hard rock, inluência de Steve Morse que estreiava na guitarra.
O álbum traz um resultado satisfatório, colocando o Kansas de igual para igual com as bandas de hard da época. Este disco contém excelentes canções como é o caso de "Silhouettes in disguise", "All i Wanted"e "Three Pretenders"...
Seguem com mais um álbum de estúdio : "The spirits of Things", onde se destaca a canção "The Preacher". Vale apena frisar que desde algum tempo, Steve Walsh estava apenas como frontman ao vivo... mas apesar de muitas mudanças, o Kansas já começava a cair, álbuns ao vivo e Box sets foram lançados para tentar "Equilibrar as finanças". A banda permaneceu um tempo longe da mídia, mas retornou com força total em 1995 com o álbum "Freaks of Nature", Este disco mostrou um outro lado mais pesado da banda, que contava com mais um violinista : David Ragsdale.
O álbum é potente e preciso, as grandes músicas são "Desperate Times""Hope once again" (Grande balada) e "Black phatom 4"...
Depois veio o disco "Never be the Same" junto de uma orquestra sinfônica, o que não causou impacto. Após o lançamento de vários caça níqueis (Remasterizacões, ao vivo, Coletâneas) a formação original se junta novamente e grava "Somewhere to Elsewhere", onde mostram o porque de o Kansas ser tão conceituada em termos de rock progressivo, o álbum poderia cair muito bem em qualquer ano da década de 70, pois todos os ingredientes que fizeram o Kansas ser o que é hoje, estão lá. Sem mais comentários, o que é bom permanece sempre intacto.

METALLICA




O Metallica é talvez a banda de metal mais consagrada do planeta, tendo sido a pioneira a levar o estilo ao topo das paradas, às rádios e à MTV, sem perder toda a sua legião de fãs antigos. Embora seja acusada por alguns de ter se vendido e tornado o seu som comercial a partir de 1991, a sua importância é uma quase unanimidade.
A banda começou em 1980, quando Lars Ulrich e James Hetfield se juntaram para gravar uma demo, "No Life 'til Leather". Desde o princípio procuraram levar aos extremos a agressividade de bandas que os influenciaram, como Venom e Diamond Head, ajudando a consolidar o estilo thrash metal que dava os seus primeiros passos. Também integrou uma das primeiras formações da banda o guitarrista Dave Mustaine, que foi demitido por abuso de álcool e mais tarde fundou a banda Megadeth.
Em 1983 gravaram o primeiro disco, com o sugestivo título de "Kill 'em All". Um verdadeiro clássico, considerado por muitos o melhor da banda. O disco é um divisor de águas na história do rock. Foi o primeiro disco de thrash a ter repercussão na mídia especializada. O Metallica saiu então para a sua primeira grande turnê, com a banda Raven. Em 1984 sai o segundo álbum, "Ride the Lightning", com músicas quase tão agressivas quanto as do primeiro disco.
Em 1986 o Metallica, já uma banda grande, lança o disco "Master of Puppets", que divide com "Kill 'em All" o título de melhor da banda. O som havia se tornado muito mais elaborado, as letras muito mais profundas, mas a agressividade continuava a mesma. O Metallica foi talvez a primeira banda a alcançar uma venda de mais de 500 mil cópias sem a ajuda de rádios ou vídeo clips.
Na tour do disco "Master of Puppets" ocorreu o fato que por pouco não encerrou a carreira da banda. O ônibus que os levava sofreu um acidente e o baixista Cliff Burton morreu. Para substituí-lo foi escolhido Jason Newsted. Embora seja considerado inferior a Cliff Burton por alguns fãs mais conservadores, Jason Newsted veio acrescentar algo ao estilo do Metallica. A título de apresentação do novo componente a banda gravou o EP "Garage Days Re Revisited" com covers de outras bandas.
Em 1988 é lançado o álbum "...And Justice For All". O som da banda havia ficado tão elaborado, as composições tão longas, que foi preciso lançar um álbum duplo. Obviamente a tentativa de criar um som mais elaborado implicou na perda de peso e no início das críticas de que o Metallica estaria se vendendo ao grande público. Para incentivar ainda mais as más línguas, o Metallica pela primeira vez grava um vídeo e vira sucesso na MTV. Opiniões radicais à parte, as composições são de excelente qualidade, com destaque para "One", uma das melhores letras da sua carreira. O disco foi indicado para o Grammy.
Em 1991, com o lançamento do álbum "Metallica", a tendência da banda tornar-se popular viria a se confirmar. O "álbum preto" já estreiou em primeiro lugar nas paradas, vendeu mais de 10 milhões de cópias e tocou à exaustão nas rádios e na MTV. A turnê que se seguiu ao disco foi imensa, durando quase quatro anos. Embora não seja de forma alguma um disco ruim, realmente é impossível deixar de notar a falta de agressividade quando se compara este disco aos três primeiros da carreira da banda. As músicas "Enter Sandman", "The Unforgiven" e "Nothing Else Matters" foram os destaques.
Em 1996 saiu "Load", com uma sonoridade completamente diferente de todas as gravações anteriores do Metallica. Se havia dúvidas quanto ao fato de o Metallica estar abandonado o estilo agressivo dos primeiros álbuns, foram todas desfeitas. Em meio a declarações constrangedoras como as de que "o heavy metal morreu" o Metallica viveu sua fase de maiores vendas por um lado, e por outro lado perdeu boa parte de seus fãs mais antigos. Em meio a boatos da gravação de um acústico para a MTV americana a banda prometeu para o próximo ano um álbum pesado como nos velhos tempos. "Reload" saiu em 1997, novamente com um som diferente do Metallica original, embora, realmente, mais pesado.
Em 1998 a banda lançou "Garage Inc", um álbum só de covers e com músicas de inúmeras bandas, como Motörhead, Budgie, Bob Seger, Black Sabbath, Mercyfull Fate, Misfits, Diamond Head, entre outras. O álbum reunia alguns covers antigos da época do "Garage Days Revisited" a novas versões. Em 1999 se seguiria "S&M", gravação ao vivo da banda, tocando junto com uma orquestra.
Como se não bastasse a má repercussão de sua mudança de direção musical, em 2000 a banda se envolveu em uma polêmica ação judicial contra a empresa Napster, responsável pelo programa de mesmo nome destinado à troca de músicas pela internet. Embora tenha dado início a processos que culminaram com o fechamento dos servidores do Napster, os resultados para a banda foram apenas negativos: tão rápido quando o Napster saiu de cena uma dezena de novos mecanismos mais eficientes foi lançado; já a imagem da banda, agora acusada de se preocupar mais com o dinheiro e menos com os seus fãs, estaria maculada para sempre.
Em 2001 Jason Newsted anuncia a sua saída do Metallica, que se mostraria pouco amigável à medida que o baixista soltava entrevistas com críticas aos outros membros, principalmente Hetfield, na imprensa musical. As composições e gravações de um novo álbum foram iniciadas, ora com Hetfield assumindo o baixo, ora com a participação de Bob Rock no instrumento. As gravações foram interrompidas durante alguns meses pela internação de Hetfield para tratamento de alcoolismo e outros vícios.
Em 2003 O cargo de baixista foi assumido definitivamente por Robert Trujillo (que havia tocado com Ozzy Osbourne e Suicidal Tendencies entre outros).
Ainda em 2003 sai o controverso Saint Anger, com as linhas de baixo gravadas por Bob Rock. Uma tentativa desastrada de reaproximação com o peso resultou em uma produção tosca, com timbre de bateria estranho e, pior, praticamente sem solos de guitarra. O disco foi novamente um sucesso comercial, apesar da péssima recepção pelos fãs.

sábado, 8 de março de 2008

MEGADETH




Quando em 1983 foi expulso da banda Metallica, pouco antes de gravarem o primeiro disco Kill'em All, por seu irremediável problema com alcoolismo, Dave Mustaine jurou se vingar montando uma banda melhor e mais pesada que o Metallica. Na realidade Dave não foi oficialmente despedido, pior, foi colocado bêbado dentro de um ônibus pelos outros componentes e quando acordou estava do outro lado do país. Mustaine conseguiu, pelo menos em parte, cumprir sua promesa, montando o Megadeth, uma das melhores e mais influentes bandas de thrash metal da história do rock.
A primeira versão do Megadeth contava, além de Dave, com o baixista David Ellefson, o guitarrista Chris Polland e o baterista Gar Samuelson. Com esta formação lançaram em 1985 o excelente "Killing Is My Business And Business Is Good". A aceitação, tanto por parte da crítica quanto do público, foi excelente. O diferencial em relação ao Metallica era bastante claro desde o início, as músicas eram mais rápidas, os instrumentais mais técnicos.
Após lançarem "Peace Sells But Who's Buying" em 1986, Chris Polland e Gar Samuelson foram despedidos da banda por Mustaine, sendo substituídos pelo guitarrista Jeff Young e pelo baterista Chuck Behler.
"So Far So Good So What", lançado em 1988, foi seu álbum de maior sucesso até então, principalmente em virtude da excelente versão thrash metal do hino punk "Anarchy In The Uk" dos Sex Pistols (transformada em "Anarchy In The USA" e com algumas mudanças na letra).
A banda porém, desde seu início, passava por problemas sérios de relacionamento, com Mustaine sempre menosprezando a participação dos outros membros e constantemente sofrendo overdoses ou sendo preso por porte de drogas. Em uma de suas muitas overdoses foi constatado que Mustaine havia ingerido oito tipos de drogas de uma só vez. Em mais uma de tantas crises na banda Mustaine despediu também Jeff Young e Chuck Behler.
Preso por dirigir sobre efeito de drogas e sendo reincidente Mustaine foi obrigado a se internar em uma clínica de rehabilitação. Após alguns meses declarava-se um novo homem, sóbrio e mais responsável. Reformou a banda, chamando o guitarrista Marty Friedman e o baterista Nick Menza. A nova formação foi a melhor que já passou pelo Megadeth. Marty Friedman veio a formar com Mustaine uma das mais precisas e respeitadas duplas de guitarristas do thrash.
O novo álbum, "Rust In Peace", de 1990, realmente trazia um Megadeth mais adulto e meticuloso em suas composições, o que levou o álbum a ser considerado pela maioria o melhor trabalho da banda, e pela primeira vez um trabalho realmente da banda, não apenas de Dave Mustaine, conforme declarado por ele próprio. A tour do disco passou pelo Brasil em 1991, quando a banda se apresentou no Rock In Rio II.
Com "Countdown To Extinction", lançado em 1992, a tendência de elaborar o som e as letras se confirmou, inclusive com a banda sendo acusada de se vender e fazer música comercial, como é de praxe. Críticas radicais à parte, "Countdown to Extinction" foi um excelente álbum, mostrando uma banda profissional e ótimas composições. Destaque para as letras de Mustaine, várias abordando os problemas com drogas pelos quais havia passado.
"Youthanasia", lançado em 1994, manteve o bom nível do álbum anterior, embora não tenha conseguido a mesma repercussão. A eterna rixa entre Megadeth e Metallica, mais precisamente entre Mustaine e Hetfield, também foi encerrada, com o Megadeth e Metallica tocando juntos em alguns shows.
O trabalho que se seguiu, "Cryptic Writings", foi um álbum de "volta às origens" com músicas que lembram toda a carreira da banda. Se apresentaram no brasil em 1997, ao lado de Queensryche e Whitesnake. Logo após, Nick Menza teve que operar seu joelho em virtude de um cisto. Sua integração com a banda já não era a mesma e Dave Mustaine e David Ellefson decidiram substituí-lo por Jimmy Degrasso. Degrasso se apresentou no Brasil com o Megadeth em 1998 no Philips Monsters of Rock. Seu estilo agressivo e técnico se encaixaram perfeitamente ao som da banda, e logo foi aclamado pela maioria dos fãs. Antes de tocar bateria no Megadeth, Degrasso já tinha se apresentado e tocado na banda de Alice Cooper. Antes disso, vale dizer, integrou por algum tempo uma das formações do Suicidal Tendencies.
Definida a nova line-up, a banda passou boa parte do ano de 99 preparando o novo disco. "Risk" foi a manifestação de mais uma ousadia do grupo, que trocou o som trash de antes (ainda presente no álbum "Cryptic Writings") por músicas ora calcadas no hard rock ora com elementos mais eletrônicos (como "Crush'Em" e "Insomnia"). O resultado desagradou muitos fãs, mas ainda foi êxito de vendas e rendeu alguns prêmios.
Apesar da comparação com a fase "Load" do Metallica e o desgosto de parte do público, a banda iniciou uma tour. Pouco depois da virada do ano, a Internet foi palco para muitos boatos sobre a saída de Marty Friedman. O que era algo pouco imaginável realmente aconteceu, e em janeiro de 2000 Friedman alegou interesse em seguir outro estilo de música diferente do praticado pela banda. Para completar a tour foi chamado Al Pitrelli, guitarrista do Savatage.
Em 2001, após uma tulmutuada mudança de gravadora, o Megadeth lança "The World Needs a Hero", se não um dos melhores discos de sua carreira, pelo menos uma volta digna ao estilo metal.
Em 2002, logo após o bem sucedido lançamento de "Rude Awakening", esperadíssimo primeiro registro ao vivo oficial da carreira da banda, ocorre o inesperado: Dave Mustaine anuncia o fim do Megadeth. Em comunicado oficial explicou que uma grave lesão no braço prejudicaria a sua performance na guitarra e que aproveitaria a oportunidade para dar mais atenção à sua família, deixada de lado durante os anos de turnês e gravações. Boatos dariam conta de que o ferimento de Mustaine teria sido sofrido em uma clínica de rehabilitação, após uma recaída no uso de drogas por parte do vocalista.

terça-feira, 4 de março de 2008

RED HOT CHILI PEPPERS




O grupo Red Hot Chili Peppers foi formado em 1983 na Califórnia pelo vocalista Anthony Kiedis e o baxista Flea (que já havia participado de uma banda chamada Fear), então alunos da Fairfax Highschool. A banda foi completada em sua primeira formação por Jack Sherman (guitarrista) e Cliff Martinez (baterista). Antes de assumirem seu nome definitivo usaram os nomes Los Faces e Miraculously Majestic Masters Of Mayhen.
O primeiro álbum, auto-intitulado, não obteve absolutamente nenhuma repercussão. Freaky Styley de 1985 foi igualmente ignorado por público e crítica. À época do segundo disco a formação da banda já contava com Hillel Slovak (guitarrista) e Jack Irons (baterista), que haviam sido colegas de escola de Kiedis e Flea.
Em 1988, após lançarem o terceiro lp, Uplift Mofo Party, Slovak morreu de uma overdose de heroína, sendo substituído por John Frusciante. Jack Irons também abandonou a banda, sendo substituído por Chad Smith.
Embora as vendas de álbuns ainda fossem medíocres a banda começava a se tornar conhecida pela sonoridade alternativa (mistura de funk e heavy metal, entre outros estilo) e principalmente por se apresentarem ao vivo vestidos apenas com uma meia nos membros. Kiedis comentaria mais tarde sobre a entrada do baterista Chad Smith na banda: "Ele possuia a atitude e o pênis de um Pepper". A nova formação conseguiu o primeiro álbum de sucesso da banda, Mother's Milk, em 1989, que vendeu 500 mil cópias.
BloodSugarSexMagic explodiu em 1991, levando a banda ao topo das paradas de todo o mundo, com músicas sendo executadas à exaustão nas rádios e MTV (entre outras os mega sucessos Give it Away, Under The bridge e Breaking The Girl). Em meio à turnê que se seguiu Frusciante deixou a banda, sendo substituído por Arik Freak Marshall (um outro amigo de infância de Flea), que por sua vez logo seria substituído por Dave Navarro (guitarrista do Janes Adiction).
A fase de grande sucesso passou e One Hot Minute, álbum de 1995, apesar de muito bem aceito por crítica e fãs fieis, conseguiu uma repercussão apenas razoável, fraca se comparada a BloodSugarSexMagic.
Após quatro anos parados, eles ressurgem em 1999 com o álbum Californication, com a volta de Jonh à guitarra. A música teve notável mudança na presença apagada do funk em suas canções, marca registra da banda, e pelo crescimento melódico que demonstrou em várias faixas. O CD fez sucesso mundo afora e ressucitou a quase extinta banda californiana. Entre os grandes sucessos do álbum, o single "Scar Tissue".
Em 2001 lançam o Álbum By The Way onde permanece a dinâmica melódica frente ao peso do funk, e emplaca hits como "By The Way", "The Zephir Song", "Can't Stop" e "Universalli Speaking", mostrando amadurecimento na sonoridade apresentada.

U 2




O embrião do U2 foi a banda Feedback, de 1976, formada pelo vocalista Paul Hewson (Bono Vox que recebeu este apelido por cantar mal demais), pelo baixista Adam Clayton, pelo bateirista Larry Mullen Jr (fundador da banda, que colocou um aviso procurando músicos no quadro de avisos da escola) e pelo guitarrista Dick Evans (logo substituído pela irmão David Evans, The Edge), que se conheceram na Mount Temple School, em Dublin, Irlanda.
Em 1979, a banda lançou o EP chamado 'U23', que deu ao U2 o primeiro sucesso na parada inglesa, levando à assinatura do primeiro contrato com a gravadora Island e em 1980 ao seu primeiro single, 'Another Day'. Em Outubro de 1980, aconteceu o lançamento do primeiro disco, 'Boy', considerados por alguns um dos melhores da banda. Um ano depois, em outubro de 1981, o grupo lançou 'October', e as músicas 'Fire' e 'Gloria' emplacaram na parada inglesa.
Em Março de 1983 foi lancado o polêmico 'War'. Com produção de Steve Lillywhite, o álbum entrou em primeiro lugar na parada inglesa e no 'Top 10 USA com 'Sunday Bloody Sunday' (uma música sobre revolta, e sobre guerras) hoje uma das músicas mais conhecidas do U2. A Turnê de 'War' se prolongou e foi lançada uma coletânea de oito músicas ao vivo 'Under a Blood Red Sky' (também disponivel em video), gravada em 1983.
Em Marco de 1984 a banda foi eleita pelos críticos da revista Rolling Stone como a banda do Ano. Neste mesmo ano foi lançado 'The Unforgettable Fire', com músicas como 'Pride (In the Name of Love)', dedicada ao Reverendo Marthin Luther King, que entrou no primeiro lugar de paradas no mundo. Em 1985, a revista Rolling Stone foi ainda mais longe e dessa vez elege o U2 como a banda dos anos 80 (mesmo estando ainda na metade da década).
Em 1985 sai Wide Awake In America, uma pequena compilação de canções antigas, duas delas em versões ao vivo.
Em Março de 1987 é lançado 'The Joshua Tree' com a banda arrebatando milhões de fãs mundo afora, tornando este o disco mais rapidamente vendido na historia da música britânica. 'With or Without You' e 'I Still Haven't Found What I'm Looking For' são as músicas mais executadas do ano e o álbum vende mais de 14 milhões de cópias.
Em Outubro de 1988 foi lançado 'Rattle and Hum', com algumas inéditas como 'When Love Comes to Town' (parceria com B.B. King), 'Desire' e até um cover dos Beatles 'Helter Skelter', entre outras músicas de álbuns antigos. 'Rattle And Hum' tambem foi lançado em formato de filme, e foi a segunda maior bilheteria nos EUA e Canadá.
Em Novembro de 1991 a banda foi acusada de perder parte de sua qualidade da década de 80, e decepciona grande parte dos fãs com o disco 'Achtung Baby'. A turnê levou 2,5 milhões de pessoas a assistirem seus shows.
Em Maio de 1993, o U2 entrou em estúdio para gravar 'Zooropa', que trouxe de volta parte dos fãs da década de 80. A turnê 'Zoo Tv' foi uma das mais bem sucedidas da história do rock, levando, dessa vez, 5 milhões de pessoas aos estádios (o dobro de 'Achtung Baby').
Em Outubro de 1995 foi lançado 'Passengers: Original Soundtracks, Volume One' com a participacao de Luciano Pavarotti, em 'Miss Sarajevo'. Bono voltara a falar sobre guerras, dessa vez, da Bosnia.
Em Março de 1997, o grupo apostou tudo na Dance Music e lançou 'Pop', com músicas que soam esquisitas aos fãs antigos como 'Mofo' e 'Last Night on Earth', muito diferentes do bom e velho U2.

segunda-feira, 3 de março de 2008

SOUNDGARDEN


Apesar de ser uma das principais bandas do movimento grunge e, assim como o Pearl Jam e o Nirvana, ter nascido em Seattle, os dois membros fundadores do Soundgarden não são dessa cidade. Kim Thayil (guitarrista), Hiro Yamamoto (baixista) e Bruce Pavitt eram amigos em Illinois, e, em 1981, decidiram se mudar para Olympia para tentar se matricular em alguma universidade. Logo depois se mudaram para Seattle, atraídos pela cena musical dessa cidade (Thayil conhecia a cidade pois havia vivido lá uma parte de sua infância). Thayil e Hiro formaram algumas bandas, entre elas o Shemps, ao lado do guitarrista Matt Dentino. Depois de algum tempo, Hiro participou de uma outra banda que tinha como baterista o jovem Chris Cornell. Cornell sempre havia tocado bateria, apesar de desde cedo praticar seus vocais indefiníveis na cozinha de sua casa em Melrose Avenue East, Seattle. Thayil se juntou a eles em 1984 e nomearam a banda de Soundgarden. Cornell passou a ser o vocalista da banda e Scott Sundquist ocupou a bateria por cerca de um ano. Bruce não seguiu os passos de seus amigos: ele fundou um fanzine que tempos depois iria se tornar o selo alternativo Sub-Pop.
Nos primeiros anos da banda, eles tocaram e fizeram nome nos clubes de Seattle. Chegaram a tocar algumas vezes com Husker Du e Melvins. A cena grunge estava começando a se formar, e o Soundgarden estavam vivendo e ajudando a criar esse momento. O som da banda ainda não era muito bem definido: era uma mistura de heavy metal com um som mais alternativo. Em 1986, eles gravaram duas músicas para um disco chamado "Deep Six", que tinha em sua play list outras bandas como Melvins, Skin Yard e Green River (o embrião do Mudhoney e do Mother Love Bone). Ainda em 1986, eles trocam de baterista: sai Scott (que era casado e tinha filhos) e entra Matt Cameron, que tocava no Skin Yard. No ano de 1987, o selo Sub Pop de Bruce Pavitt já era uma realidade, e o Soundgarden foi uma de suas primeiras aquisições. Assinaram contrato no verão desse mesmo ano.
Ainda em 1987, lançam o EP chamado "Screaming Life". Logo depois, já em 1988, eles lançam mais um EP chamado "Fopp". Mais tarde, em 1990, eles resolveram relançar os dois discos em apenas um, de nome "Fopp/Screaming Life". A banda já possuía prestígio no círculo underground americano, quando assinou com um outro selo alternativo, o SST Records. Continuando no ano de 1988, eles lançam o disco "Ultramega OK". É um excelente disco de estréia, que possui como destaque um cover de John Lennon, "One Minute of Silence". Ainda em 1988, eles trocam novamente de selo. A nova casa agora é a A&M Records, que já havia tentado contratá-los nos tempos de Sub-Pop. Seu primeiro disco por este selo é "Louder Than Love", lançado no começo de 1989. O título original era "Louder Than Fuck", mas resolveram trocar o nome para evitar polêmicas. Logo depois desse lançamento, Yamamoto resolve deixar a banda para ingressar na Universidade. Jason Everman, que havia tocado com o Nirvana, é o seu substituto.
Com Everman no baixo, a banda excursiona com o Voivod e o Faith No More. Mas Everman não fica muito tempo, e em 1990 entra em seu lugar Ben Shepperd. Foi com essa formação que o Soudgarden entrou para a história: Ben Shepperd (baixo), Chris Cornell (vocal), Kim Thayil (guitarra) e Matt Cameron (bateria).
Mas ou menos nessa época, o vocalista do Mother Love Bone, Andy Wood, morre de overdose. Ele era muito amigo do pessoal do Soundgarden, e estes, ao lado de alguns integrantes do Pearl Jam, resolvem gravar algumas canções em homenagem ao seu falecido amigo. Esse projeto paralelo acaba rendendo um disco, e a banda fica conhecida como Temple of the Dog. O disco sai pela própria A&M Records, em 1991. É nesse disco que está o emocionante dueto de Chris Cornell e Eddie Vedder, a música "Hunger Strike".
Em 1991, o Soundgarden volta ao estúdio, ao lado do produtor Terry Date, para a gravacão de um novo álbum. "Badmotorfinger" sai ainda em 1991. Com várias músicas tocando na MTV e nas rádios (entre elas: "Rusty Cage" e "Jesus Christ Pose") a banda começa a fazer sucesso em um público mais amplo, que não conhecia o quarteto de Seattle anteriormente. A banda faz turnês com o Guns ‘n Roses, Skid Row, Monster Magnet, Faith No More e com Neil Young, além de participar do festival anual Lollapalooza. O álbum "Badmotorfinger" foi o elo entre o 'grunge metal' e o som experimental e um pouco mais comercial que imortalizaria a banda mais tarde.
A banda na época de Badmotorfinger Ficou claro também que o Soundgarden era uma daquelas bandas que evolui a cada álbum. A tendência do grupo sempre havia sido um som cada vez mais experimental, o que persistiria nos álbuns vindouros.
Em 1993, a banda volta ao estúdio para gravar mais um álbum. Em 1994, é lançado "Superunknow". O disco possui vários hits, entre eles, a música "Black Hole Sun", que virou a música–símbolo da banda e um dos hinos do grunge. Esse disco rendeu vários prêmios para o grupo, que agora, definitivamente, era conhecido no mundo todo. O conjunto participa de várias turnês pelo mundo, tocando ao lado de nomes como Screaming Trees, Reverend Horton Head e You Am I. Algumas turnês pela Europa foram canceladas devido a um problema nas cordas vocais de Chris Cornell.
Em 1996, a banda lança o disco "Down on the Upside", que é mais longo e denso do que os anteriores, e talvez por isso mesmo não tenha feito tanto sucesso quanto os outros. Também teve o azar de ser lançado quando o grunge estava começando a perder o folêgo. Mas, entre os fãs mais ardorosos do grupo, foi tido como o melhor de todos até o momento. Mesmo não sendo tão acessível quanto os outros, possui alguns hits, entre eles, "Blow Up the Outside World", "Burden in My Hand" e "Pretty Noose". Mais uma longa turnê se iniciou, novamente tendo algumas paradas por causas dos problemas vocais de Chris. Participaram também de mais uma edição do Lollapalooza.
Este último álbum (talvez uma despedida involuntária), retrata como a banda se sentia na época. Apesar de estarem no topo da fama e reconhecimento, no lado de cima (up side), eles continuavam 'down'. A escada de gravadoras subida pela banda (desde Sub-Pop, selo alternativo de Seattle, até a A&M Records) comprova isso. Neste disco eles dispensaram os produtores e eles mesmos escolheram as músicas que entrariam no álbum. Talvez por isso esse seja considerado pelos fãs do Soundgarden o melhor álbum deles.
Aos poucos os integrantes da banda foram se envolvendo em outros projetos, e o fim da banda começou a parecer próximo. Em abril de 1997, a banda anuncia o seu fim. "They mutually decided to disband to pursue other interests" (algo como: "Eles [a banda] reciprocamente decidiram se separar para perseguir outros interesses"), dizia o comunicado oficial que a banda divulgou. Apesar de ser a versão oficial, houveram boatos de brigas entre Ben e o resto da banda. O último lançamento da banda foi uma coletânea chamada "A-Sides" que reúne alguns de seus maiores sucessos ao longo de seus mais de 10 anos de carreira.

RUSH



















Rush é uma banda canadense de rock progressivo formada pelo baixista, tecladista e vocalista Geddy Lee, pelo guitarrista Alex Lifeson e pelo baterista e letrista Neil Peart. A banda foi formada no fim da década de 1960 em Sarnia, Ontário, por Lifeson, Lee e John Rutsey.
Mudaram-se para Toronto para desenvolver a carreira da banda e começaram tocando canções de outras bandas em bares. Logo em 1974, duas semanas antes do início da primeira turnê, Peart assumiu a bateria no lugar de Rutsey, completando assim, a formação atual da banda. O Rush é o quinto artista que mais tem discos de ouro e platina (e mais três multi-platina) no mundo da música, perdendo para Aerosmith, KISS, The Rolling Stones e The Beatles.

DREAM THEATER
























Dream Theater é uma banda de metal progressivo originária nos Estados Unidos e formada em meados dos anos 80. Tornaram-se numa das bandas do movimento progressivo mais bem sucedidas desde o auge do rock progressivo em meados dos anos 70.
A banda é conhecida pela qualidade técnica de cada um de seus integrantes, tendo ganhado vários prêmios por revistas especializadas. São muito respeitados por grandes nomes do rock e metal, tendo colaborado com vários outros músicos de renome. Em um exemplo famoso, John Petrucci foi nomeado como o terceiro guitarrista do G3, juntamente com Steve Vai e Joe Satriani, seguindo a trilha de guitarristas como Eric Johnson, Robert Fripp e Yngwie Malmsteen.
Dream Theater também é conhecido por sua versatilidade em estilos musicais, o que tornou possível à banda entrar em turnê com diversas bandas, que incluem Frank Zappa, Deep Purple, Emerson Lake & Palmer, Iron Maiden, Joe Satriani, Marillion, Megadeth, In Flames, Pain of Salvation, Porcupine Tree, Queensrÿche, Fear Factory, Enchant, Symphony X, Pink Floyd, Yes e Rush.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

IRON MAIDEN



















É impossível negar a importância da banda Iron Maiden na evolução do estilo Heavy Metal iniciado pelo Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath.Em meados da década de 70 a Inglaterra vivia a explosão do movimento punk, caracterizado pelo "do it yourself". O rock pesado e complexo do Led Zeppelin havia sido trocado pelo punk rock, música de arranjos muito simples e descompromissados, geralmente tocada por músicos que sabiam pouco mais de três acordes. O heavy metal parecia destinado à estagnação ou ao fim.Mas eis que surgem na Inglaterra algumas bandas que iam um pouco além do som punk, trazendo de volta o metal e acrescentando novas influências. Entre outras, Motörhead e Judas Priest mantinham a chama do heavy acesa. Em 1971 Steve Harris montou a sua primeira banda, Influence, mais tarde renomeada de Gipsy Kiss. Em 1975, após ter passado por outras bandas como o Smiler, Harris se juntou ao guitarrista Dave Murray e fundou a banda Iron Maiden. O heavy metal nunca mais seria o mesmo...Junto a bandas como Saxon, Def Leppard, Samsom, entre outras, o Iron Maiden liderou o movimento que se convencionou chamar de NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal). Após dezenas de mudanças de formação em 1978 o Iron Maiden estava estabilizado com Steve Harris no Baixo, Dave Murray na guitarra, Paul Di'anno nos vocais e Doug Sampson na bateria. Esta formação gravaria o compacto Soundhouse Tapes, com as músicas Prowler, Invasion e Iron Maiden. O single vendeu mais de três mil copias e despertou o interesse da gravadora EMI sobre a banda que assinou contrato em 1979, participando de algumas coletâneas e lançando o single Running Free. Com o novo guitarrista Dennis Straton e Clive Burr na bateria, em 1980 a banda lança seu primeiro LP e começa a conquistar o mundo.Uma das marcas registradas do Iron Maiden durante estes quase vinte anos de carreira têm sido as constantes mudanças de formação, que todavia nunca abalaram a sua atitude e estilo musical. O guitarrista Dennis Straton do primeiro LP foi logo substituído por Adrian Smith, mais tarde substituído por Janick Gers e o baterista Clive Burr foi substituído já no quarto LP por Nicko McBrain. Em 1982 o vocalista original Paul Di'anno abandonou a banda e foi substituído por Bruce Dickinson, que comandou o Iron Maiden durante sua melhor fase. Uma das mudanças de formação mais inesperadas ocorreu em 1993, quando Bruce Dickinson abandonou a banda em troca da carreira solo. O novo vocalista se chamaria Blaze Bayley, vindo da banda de hard rock inglesa Wolfsbane, que já tinha aberto para o Iron Maiden na tour de No Prayer for the Dying em 1990.Dois discos foram lançados com Blaze (The X-Factor e Virtual XI), entretanto a aceitação do público para com o novo vocalista não foi das melhores, o que resultou na volta de Bruce Dickinson para o Maiden depois de cerca de 7 anos, trazendo junto o velho guitarman Adrian Smith. A formação hoje conta, além do baixo e bateria, com três guitarras e o antigo vocalista tão querido por todos os verdadeiros fãs do grupo inglês considerado a banda de heavy metal que alcançou mais sucesso em todos os tempos (o Black Sabbath ficaria em segundo).Outra característica marcante e polêmica da banda é a sua mascote, Eddie, um simpático morto-vivo, criado pelo artista Derek Riggs e presente em todas as capas de discos e singles do Iron Maiden. Já no primeiro single, Sanctuary, Eddie matava a machadadas a primeira ministra da Inglaterra, Margareth Tatcher. Eddie participa também dos shows da banda.

WHITESNAKE




















A banda Whitesnake foi criada em 1976 como um projeto solo de David Coverdale, ex-vocalista da banda Deep Purple. O nome Whitesnake foi tirado de um de seus álbuns já em carreira solo. Para acompanhá-lo, Coverdale chamou os guitarristas Bernie Marsden e Micky Moody, o baixista Neil Murray, o baterista Dave Dowle e o tecladista Pete Solley. Com esta formação gravaram em 1978 o seu álbum de estréia, "Snakebite". Com John Lord (que também havia tocado com o Deep Purple) nos teclados, lançaram, no mesmo ano, "Trouble". Quando comparado ao Deep Purple, ficava claro que o caminho escolhido pelo Whitesnake era outro; abandonar a temática e sonoridade de hard-rock-blues tradicionalista e enveredar pelos caminhos do hard-rock moderno americanizado. Isso ficaria cada vez mais claro no decorrer dos lançamentos da banda, "Lovehunter" (1979), "Ready An' Willing" (1980, com Ian Paice na bateria, mais um egresso do Deep Purple), "Live In The Heart Of The City" (1980), "Come and Get It" (1981) e "Saints & Sinners" (1982).Após um período sem atividades entre 83 e 84 a banda retornou totalmente reformulada, com o guitarrista Mel Galley, o baixista Colin Hodgkinson e o baterista Cozy Powell. Esta formação lançou "Slide It In" em 1984. O período de mudanças, porém havia apenas começado. O guitarrista Micky Moody, foi substituído por John Sykes (ex-Thinn Lizzy). Mel Galley viria a abandonar a banda em virtude de um ferimento na mão (segundo boatos adquirido durante uma briga com John Sykes). O baixista Neil Murray da formação original retornaria para o Whitesnake enquanto Jon Lord voltaria para o Deep Purple, abandonando a banda juntamente com Cozy Powell.Com a formação relativamente estabilizada durante tempo suficiente para entrarem em estúdio, foi lançado o primeiro grande sucesso de mercado da banda, o álbum intitulado "Whitesnake", de 1987, que confirmava a sua tendência em apresentar um som cada vez mais comercial. Em pouco tempo, com a entrada do excelente guitarrista Vivian Campbell (que mais tarde iria para o Def Leppard), do baixista Rudy Sarzo e do baterista Tommy Aldridge o Whitesnake passaria a contar com apenas um representante inglês. Em 1989 Vivian já havia abandonado a banda e em seu lugar entraria Steve Vai. As péssimas vendas do álbum "Slip Of The Tongue" levaram Coverdale a abandonar temporariamente o cenário da música em 1990. Retornaria com o projeto Coverdale/Page (em parceria com Jimmy Page do Led Zeppelin) em 1994. Após o fim da união entre os dois monstros, Coverdale reformulou a banda Whitesnake, lançando uma coletânea de hits e seguindo para uma turnê e novo disco em 1997. No mesmo ano a banda passou pelo Brasil ao lado do Queensryche e Megadeth. Em 1998 David preparava um álbum inteiramente solo mas a gravadora decidiu "pressionar" o cantor para que o mesmo saísse sob o nome Whitesnake. Coverdale não achou que seria bom mas devido à pressão exercida pela gravadora decidiu chamar o álbum de "David Coverdale and Whitesnake - Restless Heart". As músicas vieram na linha de seus primeiros trabalhos solo, ou seja, mais voltadas para o rock e baladas. Músicas que se destacaram foram "Don’t Fade Away", faixa- título, e "Crying", que nitidamente é uma cópia de "Mistreated". Em 1999 a banda seria colocada novamente na geladeira por Coverdale, que seguiu com sua pouco produtiva carreira solo, lançando o CD "Into The Light" em 2000. Uma reunião do Whitesnake, seguida de tour pelos Estados Unidos, ocorreu em 2003, ano do aniversário de 25 anos da banda. Nomes como Tommy Aldridge e Reb Beach se juntaram ao vocalista e um novo sexteto foi formado, excursionando pela Europa e Estados Unidos com um show contendo o melhor da carreira da banda. Um "Best Of" foi lançado no mês de agosto do mesmo ano, sendo prometido um novo trabalho de estúdio com a nova formação e um registro ao vivo da tour em CD e DVD.